A Colecionadora (Eric Rohmer, 1967)

Dizem que todo colecionador é um coitado que só quer somar. Jamais irá se satisfazer com um objeto. Ele precisa procurar o objeto de impacto entre uma série. Sempre precisa ter um com ele. Estamos bem longe da pureza, não? O que importa é a eliminação. Enfim, passar a borracha. A idéia de coleção é contra a idéia de pureza.

Uma garota, dois homens, uma casa de praia. À eles se juntarão alguns outros personagens, os quais Haydée, a garota, vai tratar de colecionar. Figuras masculinas submetidas a tentação da carne, diante de uma mulher que desestabiliza a segurança desses indivíduos. Adrien, o colecionador de arte, no inicio recusa Haydée, logo a aceita como objeto, para depois se tornar o centro do seu interesse. Rohmer já havia dirigido antes desse alguns filmes muito bons, mas A Colecionadora é sua primeira obra-prima, e o filme a partir do qual passou a polir o seu material favorito, o dos triângulos e desencontros amorosos que se refazem por quase toda sua obra, nos diversos ciclos os quais ela é dividida (sem contar os seus romances históricos).

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