O Furacão (John Ford, 1937)

Aquisições boas no camelódromo de Pelotas: cópias de O Furacão (John Ford), O Grande Segredo (Fritz Lang) e Palavras ao Vento (Douglas Sirk), todos pirateados dos dvds lançados pela Classicline. Sem ainda ter visto nenhum dos três títulos, os dois primeiros sempre tiveram fama de filmes bem menores na carreira de seus respectivos diretores, mas vi agora o do Ford, que realmente está longe do patamar de suas obras-primas, mas com uma força considerável decorrente de suas imagens, enquanto que o roteiro é puro pretexto para o tufão do final. Pertence a uma fase mais exótica do diretor na segunda metade da década de 30, e se insere num ciclo de filmes-catástrofes que Hollywood produziu naquele período, com pelo menos mais dois títulos ainda célebres (ambos baseados em acontecimentos reais): San Francisco, a Cidade do Pecado (com Clark Gable e que como o do Ford também conta um romance para chegar a uma catástrofe coletiva) e No Velho Chicago, que reconstitui o grande incêndio que destruiu quase toda cidade. E assistindo a O Furacão percebi que já tinha assistido um remake muito ruim dos anos setenta (naquele outro período de filmes-catástrofes), com Mia Farrow formando com um nativo um dos piores casais da história do cinema. O par central da versão de Ford também deixa a desejar, mas impressiona a sensualidade da atriz principal, embora nada supere o furacão do título, cujo trabalho artesanal (filmado pela equipe de segunda unidade) é mais vivo e eficaz que o de qualquer CGI do cinema contemporâneo.

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