“Diante de um objeto artístico – precário ou não – o mínimo que se exige de alguém que tem a insana coragem de emitir um ponto de vista crítico é… que esse ponto de vista seja crítico. Que se procure entender o que alguém realizou e, dentro dos parâmetros desse entendimento, perceber o que há de bom ou malsucedido na empreitada.

Inevitavelmente erraremos, no mais. Inevitalmente voltaremos atrás sobre alguns julgamentos, anos depois. Ainda assim, esse é o único solo plausível que se pode pisar, nessa matéria.

Caso contrário, vamos confundir a propaganda do filme com o filme, faremos mera contrapropaganda, cometeremos diatribes rancorosas, cheias de palavras ocas (…), já que aplicados a qualquer contexto imaginados, não apoiados em qualquer fato.”

Inácio Araujo.

Extraido de Cinema de boca em boca: escritos sobre cinema (org. e pesquisa: Juliano Tosi). Coleção Aplauso, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010. Páginas: 340-341

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Uma resposta para “

  1. Ainda não tive tempo de ler quase nada desse livro, mas o Inácio é muito bom, o melhor, e do que li já estou impressionado. Uma das minhas melhores aquisições literárias, bom livro para ter sempre na estante.

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