Margin Call – O Dia Antes do Fim (J.C. Chandor, 2011)


Como filme de engravatados e suas calculadoras frias em tempos neoliberais não chega nem perto de um A Questão Humana, que além de ter mais o que dizer também era mais eficaz como thriller corporativista. Margin Call tem momentos bem fortes em torno de um mundo prestes a entrar em colapso. O fato de quase todo ele transcorrer dentro do edifício do banco de investimentos só reforça a condição de um universo à parte e fechado como uma bolha. Não imaginava que o filme seria tão morno em toda a sua primeira metade, mas acidental ou não pode ter sido um acerto que Jeremy Irons tenha sido deixado estrategicamente de lado até então para que quando surgisse no filme irrompesse como um vulcão. Ele quase engole todos à sua volta, ameaça tirar dos eixos um filme que até então parecia tão controlado e burocrático, e com isso os arroubos ou mesmo as por vezes assustadora tranquilidade de Irons em cena caem bem em Margin Call, temperando a dramaturgia conduzida pelo estreante Chandor. Mesmo o restante do elenco cresce junto com o filme a partir da entrada do veterano ator.

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