Drive (Nicolas Winding Refn, 2011)

Devo escolher se acho Drive um lixo ou uma obra-prima ou posso dizer que não é um nem outro? Difícil entender as reações extremas de quem amou ou odiou e que resultaram numa guerra de comadres em torno de somente um filme B inconsequente ou não, e cujos prazeres residem em sua superíficie, e não há nada de mal nisso. Podem invocar certa perfumaria a partir dessa circunstância, mas se ela existe não chega nem perto de ser tão pesada ou o filme tão pseudo como ocorre em um Aronofsky ou num Lars von Trier. Pois caso for, então caí na picaretagem do Refn, mas vale dizer que nem a cena de abertura é tão genial como disseram ou tampouco o filme se desvanece completamente depois dela. É uma trama policial combinada com o barulho dos motores e carros acelerados como extensões dos corpos dos seus personagens, como complemento da figura masculina. Muito distante de um Walter Hill ou Michael Mann como querem os fãs, peca apenas na violência gráfica excessiva de algumas sequências bastante torpes que parecem concebidas por um açougueiro.

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