Uma das coisas mais chatas em discutir cinema brasileiro contemporâneo é quando o outro lado lhe acusa de maneira quase inquisidora de não ter visto os filmes nacionais dos debates em voga.

Daí você enumera uma penca deles, dos que parou para assistir, e lhe vem na lembrança o tempo desperdiçado em vão, o pouco acréscimo que lhe trouxeram em termos de contribuição estética, na absoluta incapacidade de superarem as suas más vontades antes de conhecê-los (bons filmes possuem o atributo de resistir e vencer a desconfiança alheia).

Ou mesmo em um momento de eventual boa vontade dos olhos de quem vê ainda assim se confirmarem como a completa ou seminulidade que representam. Uma das razões pelas quais parei, ao menos momentaneamente, com os textos sobre cinema, é preciso uma resistência inquebrantável para lidar com objetos fílmicos que não lhe dizem muito, e aos quais você não pretende ficar buscando o que possa discorrer de bom a partir deles.

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Uma resposta para “

  1. Vlademir, frequento seu espaço com muito interesse e lamento não poder contar com os seus textos inspirados. Mesmo curtos, sempre contêm alguma passagem ou comentário que me fazem “enxergar” o filme em questão de outra forma.

    Entendo o seu comentário a respeito do cinema nacional, mas não me posiciono diante deles da mesma forma que você. Dos pouco mais de cem títulos nacionais que são lançados anualmente, encontro coisas que me interessam muito mais do que a média de programação das televisões, cinemas e afins.

    Não abandone esse espaço.

    Abraço.
    Rodrigo

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